A celebração
do dia mundial do Rock, ato simbólico decretado em 1985, com o Live Aid da
época, sempre desperta e inspira textos saudosistas. Até aqui nada de anormal, afinal,
considerando o contexto atual de relativa mediocridade e raros momentos
inspirados, temos muita coisa para celebrar do passado e nem sempre isso significa
abandonar o presente. Mas hoje, tirando o Foo Fighters... está cada vez mais
difícil ser roqueiro. E talvez resida nisso o fato de que ele nunca morre e
nunca morrerá.
Os textos que
celebram a data de hoje lembram os heróis e, principalmente, os anti-heróis do
passado. Nas imensas listas, jamais faltarão Elvis, Stones, Beatles, Queen,
Iron, Nirvana, Ramones, Led, Bowie, Pink, Doors, Police, Clash, Pistols, Oasis
e outras centenas de bandas Lado A e Lado B que são definidas como bandas de Rock,
mesmo que nem todas sejam, tecnicamente, uma banda de Rock. Estranho isso ? Pois
é, mas me parece que até isso são efeitos do Rock. Realmente, “it´s only rock´n
roll, but I like”, já cantarolava o Sr. Mick.